Você lembra-se dos personagens João e Maria do post anterior?
Então, para falar dos pequenos gestos, resolvi usar de novo, João e Maria, como protagonistas.
Quando João e Maria namoravam, eles observavam cada detalhe positivo um do outro e isso era um motivo a mais para amar um ao outro cada novo dia.
Perguntas de Maria:
- Amor você me ama?
- Sim querida, você é minha vida!
- Até quando você vai continuar me amando assim?
- Até quando você ficar bem velhinha...
- Mais eu vou ficar enrugada, mesmo assim você vai me amar?
- Querida, eu te amo tanto que vou beijar cada uma de suas ruguinhas...
Ai, ai... O amor é tão lindo... Os dois estavam tão envolvidos com o amor, que promessas e promessas foram feitas, planos e planos arquitetados juntos! Tipo: Maria e João combinaram que mesmo casando, eles iam ter sempre um tempinho para NAMORAR! Daquele jeito romântico, dentro do carro, a luz do luar... Combinaram também, que sempre iam dar fugidinhas da família, para se encontrarem as escondidas como se namorados ainda fossem.
No início, fizeram assim! Um dia, dois, um mês, mais ai a rotina, do casamento, começou superar os planos, o trabalho para João se tornou mais importante, a igreja mais importante, a mãe mais importante, e um foi deixando o outro de lado. Maria, até que tentou inovar, um belo dia, antes de João chegar do trabalho, maquiou-se, fez uma comidinha caseira que ele gostava, por baixo da roupa, colocou um lingerie novo. João chegou, disse que já havia comido no trabalho e estava cansado, nem percebeu a tentativa de Maria, que ficou frustrada e sentindo-se como uma profissional de circo.
E as juras de amor? E as promessas? E as fugidinhas na noite, e fugida do trabalho? O que aconteceu?
Não é mais o mesmo amor? Ou nunca existiu amor? Quando namoravam gostavam de ficar agarradinho... Recém-casados o jeito predileto de dormir, era de conchinha, agora Maria nem sabe o que isso e João “acha” tudo isso uma besteira e perca de tempo.
Moral da historinha...
Digamos que o amor é como uma planta, que antes de ser uma planta, é uma sementinha. Para que ela se torne uma plantinha e no futuro uma árvore, ela tem que SER regada todos os dias, ter adubo próprio, para que fique bem nutrida e forte. Da mesma forma o amor, é uma semente que brotou no coração do casal, foi regado no namoro, com mimos, com planos e expectativas, e ele foi crescendo até que veio o dia do casamento. Mas com as lutas do dia, João foi esquecendo os mimos, a Maria também, foram deixando de cultivar o sentimento que havia nascido. Pequenas coisas, pequenos gestos que eram praticados no namoro, tipo: Uma flor enquanto caminha no parque, o prazer de saborear juntos um sorvete, andar de mãos dadas, elogiar quando o outro está bonito ou não, perceber o esforço do outro em alguma situação, compor uma música pra ela..etc.
Era exatamente isso que faziam no namoro, mas tudo isso foi sendo deixado de lado, e a plantinha, sem água, sem adubo, sem o calor do sol, vai morrendo aos poucos. Na verdade o que vai morrendo no relacionamento, não é o amor, pois este apenas esfria o que vai morrendo é a paixão, e quando a paixão acaba o amor esfria, dai vem, rotina, brigas, desrespeitos e divórcios.
Portanto, se você é casado (a) converse com seu parceiro, sobre quem vocês eram, e tentem resgatar os mesmo gestos, elogios, admiração, namoro, mimos, pois o sentimento continua lá, não morre, mas ele precisa ser regado todos os dias com pequenos gestos, e estes pequenos gestos, muitas vezes valem muito mais do que muitas palavras.
Não perca tempo, resgate sua paixão, faça hoje algo que você sabe que seu marido, ou esposa gosta e se sente especial por isso. Não tem problema, repetir a cena do passado, contanto, que ela traga boas recordações e resgate bons sentimentos! Pratique isso sempre, como faziam no namoro, inove sua relação, com novos mimos e não se sinta ridículo ou ridícula, pois se você der uma volta ao passado, vai lembrar que era exatamente isso que vocês faziam, coisas pequenas que hoje pode até parecerem bobas, mas fazem toda a diferença no seu relacionamento.
Um forte Abraço!
Abiqueila Costa.

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