O meu passado me condena?
Acredito que quando você leu o título, já pensou alguma coisa pesada...
O que vou comentar não deixa de ser passado e pode condenar o seu presente.
Geralmente, duas pessoas "juntam as escovas" porque encontram algo no outro que o atrai. Mas se eu disser que às vezes, a junção de duas pessoas acontece por causa das marcas do seu passado?
Você com certeza vai dizer: Como assim?
Às vezes, no namoro é só love, mas quando os dois começam a conviver de fato, fantasmas da infância ou traumas familiares, começam a refletir na relação do casal.
Quem nunca viu um homem pacato que mal abre a boca enquanto a mulher é mandona e autoritária? Comum não?
Certamente esta mulher mandona e autoritária está simplesmente repetindo inconscientemente o que aprendeu durante toda sua infância ao ver a mãe agir daquela forma com o pai.
Talvez no seu casamento você está sendo como sua mãe, sem que você perceba.
Por exemplo, tem filhos que passaram a infância inteira assistindo o que o pai fazia com a mãe, ou seja, via o pai trair, gritar, desrespeitar a mãe na frente dos outros, e às vezes até agressão física. Foi-lhe ensinado, que, quem é macho de verdade, trai, desrespeita a mulher, agride psicologicamente ou fisicamente, pois o macho alfa é força!
Conheço homens que tiveram este exemplo na sua infância e chegaram a prometer e dizer para si mesmo: “Nunca serei como meu pai”, mas o fim do relacionamento dele, aconteceu pelo mesmo motivo: seguiu a conduta errada do pai, embora no seu íntimo este jovem não o quisesse.
Mas atenção! Isto não é uma regra! Existem homens e mulheres que tiveram maus exemplos e não seguiram a receita, pois com muito esforço diário procuram não repetir para construir uma família melhor.
Para que isto aconteça, tem que haver consciência do passado e do que se quer no presente. Ficar sempre atento, pois seu inconsciente poderá te conduzir à repetição.
Temos que entender que não somos perfeitos. Que não existe homem perfeito, nem mulher perfeita. Cada um virá para sua nova família com suas bagagens culturais, com seus medos, com suas manias, com seus preconceitos, com seus fantasmas. Então cabe a cada um ter consciência de que deve haver compreensão com a fraqueza do outro. Conversar na hora certa para endireitar a caminhada cada novo dia, também funciona.
E, algo bem importante!
Muitas vezes, ceder pelo bem do outro, pelo bem da relação, no sentido de: Se você é mandão ou mandona, tente ser mais compreensivo com a limitação do outro, tente ser mais democrático, pelo amor que diz sentir. Quem ama, quer ver a felicidade do outro e não só a de si mesmo, pois isso é uma consequência do que se planta. No sentimento do amor, não há egoísmo.
Se gostas de descumprir regras, não se case, e se casar, tente se policiar para não infringir. Pelo bem do outro, e consequentemente, pelo seu próprio bem.
Casamentos que duram 30 anos ou mais, perduram porque cada um tem consciência que o outro não é perfeito, e muitas vezes para ser feliz é preciso ceder pra ganhar!
Não deixe o seu passado condenar o seu presente.
Pense nisso!
Um forte abraço!
Abiqueila Costa.

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