segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Perdoei… Então, por que continuar recordando?



Perdoei… Então, por que continuar recordando?



Olá pessoal!

Voltei!!! Depois de um tempinho longe... Mas com um assunto, quente, quente!!!

Com certeza, eu, você e várias pessoas já ouviram ou presenciaram situações que quebram acordos, ao longo de um relacionamento. Seja de um amigo (a) ou até mesmo o seu relacionamento.

Você já ouviu esta frase: “Eu perdoei, mais não esqueço” É... Eu já ouvi muito... Daí, eu pergunto:

- Será que perdoou mesmo? E, perdão, é uma decisão ou um sentimento?

Antes de prosseguirmos sobre a palavra “Perdão”, vamos reviver a história de muitos casais, que se amam, mas insistem em viver no passado, estragando o presente. Como? Veja...

Já mencionei em outros post sobre isso. Muitos, quando começam um relacionamento, pedem para namorar, pedem para noivar, pedem para casar... Perfeito! Só, que nos momentos de grande fraqueza, não pedem para trair! Tipo:

-- Querido (a), dê-me permissão para trair você?!

É logico, que isso não acontece em nenhum relacionamento a dois, a não ser em relacionamentos abertos, onde, desde o começo, tudo é permitido em comum acordo.

Geralmente, quando a fraqueza de espirito ou mesmo de caráter, se manifesta em um dos cônjuges, a traição acontece espontaneamente e com ela as promessas são quebradas, corações são dilacerados pela dor da traição. Aquela pessoa, que você se entregou, que você mais amou, foi vil com você! 
Dai o companheiro ou companheira, machucado(a), que de uma certa forma está vivendo um luto, se pergunta:

- O que foi que eu fiz?

- Por que estou passando por isso?

- Por que ele (a) fez isso comigo?

- Por que depois de tantos anos de dedicação, é isso que eu recebo em troca?

O companheiro(a), que infringiu o acordo conjugal do respeito, percebe também o estrago que fez ao outro. Mas agora é tarde! Não tem como voltar atrás, então só lhe resta implorar por “PERDÃO!”.

Este casal ainda nutre os sentimentos que os uniu, e depois de acusações, ou conversas demoradas, decidem continuar o seu relacionamento, pois entendem que o amor é mais forte que o deslize.

Só que os dias passam, os anos passam, filhos nascem... Netos nascem.... E vez ou outra o episódio do passado surge, com a mesma intensidade. E quando, por exemplo, o cônjuge chega tarde por algum motivo, por algum imprevisto, o passado vem à tona! A discursão começa e a frase típica é: “Eu perdoei, mais não esqueço”!

A dor, surge com a mesma intensidade de muitos anos atrás, só que mais viva do que nunca!

Então, este relacionamento de 10 anos, 20 anos, ou menos, se torna apenas um relacionamento de conveniência, ou convivência. Porque na verdade, a continuação deste casamento tornou-se um campo minado, pois para continuar, o companheiro(a) "infrator", tem que ter muito cuidado... A qualquer momento a bomba explode novamente...

Torna-se um relacionamento, cansativo, principalmente para o "infrator", que já se arrependeu, e se esforça para andar na linha. Porém, este esforço torna-se inútil, sem valor para o outro que foi ferido, pois a ferida continua aberta trazendo consigo, doenças psicossomáticas e muitos sofrimentos para o casal. Chega a ser desumano...

O perdão deveria ser maior e mais forte que uma recordação ruim. Este casal, não percebe que está estragando o presente com algo que já ficou pra trás, com algo que não deve voltar mais, pois cada vez que este episódio é citado, é revivido por ambos.

Para um vem à lembrança da dor, e para o outro a recordação do prazer momentâneo. Isto é um risco, pois de tanto ser convocado ao passado, o cônjuge que infringiu, que fraquejou, pode sentir o desejo de reviver o passado com todos os detalhes, fisicamente falando, pois o presente “PERDÃO”, não é tão atraente, quanto o passado.

O casal perde um tempo precioso, acusando o outro por algo que já acabou! Essas acusações infinitas, só trazem desgastes, doenças, e, por fim, a separação, pois um dos dois, não suporta mais o fardo de tantos anos.

Moral da História.

O perdão traz consigo, aprendizado, amadurecimento. Quando ele acontece, o passado pode até vir na memória, mas não acompanhado da dor.

Um bom exemplo é: Traga na sua memória um machucado na infância. Precisamente no joelho. Você lembra que sangrou, que ficou ferido, que doeu bastante, mas não sente mais esta dor, pois o machucado está cicatrizado. Existem marcas e por isso lembramos que aconteceu, só que estas marcas, não lhe causam mais desconforto, você pode até sorrir ao contar de sua traquinagem de infância.

Perceba, o perdão é parecido com este exemplo. Quando ele acontece de verdade, a dor não surge mais, mesmo que se lembre do acontecido.

Agora é com você...
Faça os seguintes questionamentos:

"Será que eu perdoei mesmo meu companheiro(a)? Essa lembrança ainda me traz dor?"

Se traz, com certeza a ferida ainda está aberta. O perdão, cicatriza a dor. O perdão transforma a dor em experiência e não em acusações infindas, porque perdoar é uma decisão e não um sentimento.

Se você já perdoou, então tente lembrar do seu primeiro beijo, do seu primeiro abraço, da sua primeira noite, pois com certeza essas recordações são momentos marcantes para ambos.

A palavra PERDÃO nos lembra da palavra perder, e quando colocamos o "ão", isso nos lembra perda grande.

Então o perdão é uma decisão de:

- Perder a dor ;
- Perder o sofrimento;
- Perder a lembrança ruim.

Capitou a mensagem?!

Recomendo um texto que gosto muito da Bíblia Sagrada, que está no livro de Filipenses 4:8 que diz o seguinte: “Finalmente, tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama; Seja, isso, que ocupe, os seus pensamentos.”

Se você já perdoou, no momento que disse : “Eu te perdoo"... Você decidiu:

➢ Seguir em frente;
➢ Deixar o passado no passado;
➢ Aceitar o outro com seus defeitos e fraquezas;
➢ Continuar amando seu(sua) companheiro(a).

Esta atitude é louvável! Difícil de fazer, mas não é impossível, pois é só uma decisão!

O exercício diário para que tudo mude é:

- Recordar o que é bom;
- Recordar o que te faz bem;
- Elimine recordações negativas;
- Reviva os bons momentos a dois.

Isso que deve ocupar seus pensamentos!

Pense nisso!

Um forte Abraço...
Abiqueila Costa.








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