Um filho é a
semente que brotou do amor entre um homem e uma mulher.
Mas essa semente que
brota, nem sempre é fruto deste maravilhoso sentimento humano. Às vezes ela é fruto
de carnaval, fruto de uma ficada, fruto de um tesão temporário.
Esta segunda forma, de gerar filhos, eu diria que é uma forma cruel de gerar um ser humano, mas a
vida que nos surpreende as vezes transforma estes frutinhos em homens e mulheres
de valores no futuro, bem como ás situações da vida podem transformá-los em
delinquentes, pedintes etc, uma triste realidade.
Crianças que são geradas
com o ingrediente do amor, geralmente são bem sucedidas pelo motivo dos pais
que o geraram tem um objetivo neste filho, a sua continuação na terra. Então
eles investem em sua educação dentro e fora do lar, ajudam este filho trilhar um caminho para seu futuro.
Mas quando não são geradas
pelo amor, muitas delas são abandonadas em orfanatos ou mesmo em lixeiras pois, para quem o gerou essa criança é apenas um pedaço de
carne.
O que seu filho é
pra você? A sua continuação aqui na terra ou apenas um ser sem valor? Mais um na sociedade?
Muitas destas crianças, nem chegam
a nascer, pois antes mesmo do nascimento são exterminadas através do aborto. Estes pais, que já foram também um feto, e nasceram, cresceram e estão em sua fase mais que adulta, acham-se no direito de tirar
a vida de um ser indefeso no útero, isso é outra triste realidade.
Existe também, situação
do filho ter sido gerado no amor, e no início de sua vida aqui na terra,
receber o carinho o amor a atenção dos pais, até uma certa fase, pois quando os
pais que diziam se amar, cortam o vinculo de convivência, bom seria se o vinculo
fosse cortado só com a companheira ou companheiro, mas as situações se
confundem, aquele pai ou mãe que antes disponibilizava total atenção ao filho(a),
se divorciou deste filho(a) também.
Por mais que a criança
não queira se envolver com os problemas de seus pais, ela é inserida como parte
deste divórcio, a convivência não será mais a mesma, muitas das vezes a criança
é obrigada escolher um dos lados , sendo que a criança ama ambos na mesma proporção, pois esta criança é metade de um e do outro, tem DNA da mãe e DNA do pai ao mesmo tempo.
Infelizmente, o
egoísmo de um deles, ou de ambos, não deixa que eles enxerguem o sofrimento deste
pequeno ser, que sofre calado, mas passa externar este sofrimento solitário, com
febres altas sem ter nenhuma doença, o rendimento na escola é diminuído, muitas
das vezes a criança é inteligente, mais o choque de ver sua família destruída
surgem bloqueios na sua aprendizagem, medos de todo tipo, fica sentindo-se inferior. E muitas vezes quando isso acontece,
muitos pais agridem seus filhos com palavras, com castigos e não observam que
seu filho(a), precisa de ajuda, pois está em luto profundo, pela separação de seus pais. Muitos destes pais pensam só na sua felicidade, no seu sofrimento, e deixam o sofrimento da criança em ultimo plano.
O que fazer se você
se separou? - Não tem mais como voltar atrás, você pode dizer!
Uma coisa que todos ex casais
deveriam fazer para que fossem poupados de sofrimentos, deveriam nutrir o
respeito um pelo outro como ser humano. A paixão acabou? Mais o filho(a) continua existindo!
Quando há o desrespeito
de ambas as partes, tanto um, quanto outro e este filho sofrem. Pergunto-me, porque
depois de anos de companheirismo e amor ou paixão um dos lados não pode
respeitar o outro, pelo tempo bom que viveram juntos? Porque não nutrir o lado
bom que existiu?
As pessoas preferem
nutrir a maldade, a falta de compromisso, a falta de responsabilidade com
aquele filho, que não tem culpa se um de seus pais não é mais fiel, não quis
continuar os votos que disse em frente um Juiz , em frente de um Padre, em frente de um pastor, em frente ao luar, etc...
Quando a pessoa não sabe
lidar com seus conflitos, sozinho, deve buscar ajuda para si , e para a criança que sofre calada, e dentro do possível nutrir respeito ao direito do
filho, ao direito do ex. Se todos tentassem pelo menos agir assim, não teria tantas
crianças com sérios problemas no futuro, sejam com aprendizagem, autoestima, medos, etc.
Quer separar? Acha
que é o melhor pra você? Então separe! Do seu ex, ou da sua ex...
Mas não separe-se de
seu filho(a), mesmo não sendo mais casal, seu filho(a) é metade de você e do
seu ex...Isso será para vida toda e não tem como mudar, você continuará sendo
pai, sendo mãe e cada pai e cada mãe tem sua responsabilidade com este ser que não
pediu para nascer.
Fica a dica um
abraço.
Abiqueila Costa.

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