Olá...
Esta semana
participei de uma reunião para pais que buscam compreender melhor seus filhos,
aqui em uma Faculdade de Brasília.
O Objetivo desta reunião
era falar do comportamento de cada criança, em busca de troca de experiências,
e orientação profissional.
Logo no início a
psicóloga responsável pediu que cada um apresentasse o problema que estava enfrentando.
Cada mãe ali presente resumiu a vida familiar que tinha, e a dificuldade que
estava enfrentando.
Todos os relatos
eram de mães que sozinhas estavam criando seus filhos, com muita dificuldade e
grandes sofrimentos. Observei que o problema de todas, era o mesmo, e a
dificuldade enfrentada era a mesma, os filhos de cada uma delas, estavam
agressivos, e todos eles sentiam falta da parte paterna.
Essas mães estavam
ali, pois já não sabiam mais o que fazer para ajudar os filhos, e ainda sentiam-se,
culpadas pelo sofrimento dos seus filhos.
Uma delas chorou, ao
dizer que o filho, reclamava que todos os coleguinhas tinham pai e só ele não tinha,
e descontava toda raiva nela (a mãe) que era a única pessoa que ele podia fazer
isso.
No meio de tantas
mulheres, havia um homem, acompanhado de sua esposa. Eu observei que este
senhor de 38 anos, ficou com os olhos lacrimejados, a cada história que ele
ouvia.
Quando chegou a vez
dele, de falar, o mesmo disse que se identificou com cada história, pois ele
era um filho de pais separados, e tudo que as mães relataram já tinha
acontecido na vida dele, e mesmo com 38 anos, ainda sofria com a separação dos
pais que aconteceu quando ele tinha 04 anos de idade.
Então, ele quis
abrir um grande parêntese e disse que vinham de uma família de separados, os
avós dele separaram, os pais separaram e ele também já havia separado da
primeira esposa e já havia tentado separa-se da segunda.
Então a psicóloga perguntou
o que aconteceu para que ele não separasse da segunda. Ele respondeu: “-
Cheguei á conclusão que eu estava procurando uma mulher perfeita e isso vai ser
muito difícil de encontrar, pois a primeira tinha algumas coisas que eu gostava
e outras eu não gostava. Agora a esposa que estou convivendo tem o que eu queria,
mais não tem o que a primeira tinha que eu gostava. Então enquanto eu buscasse
a mulher que tivesse tudo que quero, meus filhos passariam pelo mesmo
sofrimento que eu passei quando era um menino. Decidi quebrar o ciclo pelo qual
meus avós começaram e meus pais continuaram, eu não vou me separar mais, vou resistir pelos meus filhos, e
vou procurar valorizar o que minha esposa tem de bom, e ela também resolveu
fazer o mesmo comigo, e agora estamos bem, pois estamos tentando todos os dias ser melhor um para o outro.”.
Eu fiquei pensando
sobre tudo isso que ouvi nesta reunião e pude perceber que separação é uma
opção que é dada para os casais que não estão de acordo, em alguma coisa, mais
é uma decisão que atinge a todos. Atinge ás mães que ficarão sozinhas com seus
filhos, atinge os pais que pouco contato terá com seus filhos, e atinge ainda
mais os filhos, que ficam divididos entre o amor do pai e o amor da mãe. São
sofrimentos que deixam marcas profundas, que podem afetar a vida da pessoa até
quando ficar adulta, como relatou este senhor.
Por este motivo bato
na mesma tecla, a pessoa tem duas opções: Separar e passar por todas as fases
do sofrimento, ou quebrar o ciclo, como fez este homem, decidir que o melhor é
a família unida como sempre, vencendo os obstáculos.
Mais claro! Cada
família, cada casal, tem problemas de diferentes tipos e situações, cada um
deve pesar na balança o que será melhor, não só pra si, mais para toda família. Pense... Qual ciclo de sua vida, que não é positivo que precisa ser retirado?
O que fará sua vida e a vida de sua família mudar pra melhor?
As vezes quando se quebra um ciclo vicioso, grandes coisas podem acontecer, sua vida poderá mudar... Faça como este senhor, analise os pontos positivos e pontos negativos, e tome a melhor decisão.
O que fará sua vida e a vida de sua família mudar pra melhor?
As vezes quando se quebra um ciclo vicioso, grandes coisas podem acontecer, sua vida poderá mudar... Faça como este senhor, analise os pontos positivos e pontos negativos, e tome a melhor decisão.
Um forte abraço!
Abiqueila Costa.

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