segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Quebrando o ciclo.


Olá...
Esta semana participei de uma reunião para pais que buscam compreender melhor seus filhos, aqui em uma Faculdade de Brasília.

O Objetivo desta reunião era falar do comportamento de cada criança, em busca de troca de experiências, e orientação profissional.

Logo no início a psicóloga responsável pediu que cada um apresentasse o problema que estava enfrentando. Cada mãe ali presente resumiu a vida familiar que tinha, e a dificuldade que estava enfrentando.

Todos os relatos eram de mães que sozinhas estavam criando seus filhos, com muita dificuldade e grandes sofrimentos. Observei que o problema de todas, era o mesmo, e a dificuldade enfrentada era a mesma, os filhos de cada uma delas, estavam agressivos, e todos eles sentiam falta da parte paterna.

Essas mães estavam ali, pois já não sabiam mais o que fazer para ajudar os filhos, e ainda sentiam-se, culpadas pelo sofrimento dos seus filhos.

Uma delas chorou, ao dizer que o filho, reclamava que todos os coleguinhas tinham pai e só ele não tinha, e descontava toda raiva nela (a mãe) que era a única pessoa que ele podia fazer isso.

No meio de tantas mulheres, havia um homem, acompanhado de sua esposa. Eu observei que este senhor de 38 anos, ficou com os olhos lacrimejados, a cada história que ele ouvia.

Quando chegou a vez dele, de falar, o mesmo disse que se identificou com cada história, pois ele era um filho de pais separados, e tudo que as mães relataram já tinha acontecido na vida dele, e mesmo com 38 anos, ainda sofria com a separação dos pais que aconteceu quando ele tinha 04 anos de idade.

Então, ele quis abrir um grande parêntese e disse que vinham de uma família de separados, os avós dele separaram, os pais separaram e ele também já havia separado da primeira esposa e já havia tentado separa-se da segunda.

Então a psicóloga perguntou o que aconteceu para que ele não separasse da segunda. Ele respondeu: “- Cheguei á conclusão que eu estava procurando uma mulher perfeita e isso vai ser muito difícil de encontrar, pois a primeira tinha algumas coisas que eu gostava e outras eu não gostava. Agora a esposa que estou convivendo tem o que eu queria, mais não tem o que a primeira tinha que eu gostava. Então enquanto eu buscasse a mulher que tivesse tudo que quero, meus filhos passariam pelo mesmo sofrimento que eu passei quando era um menino. Decidi quebrar o ciclo pelo qual meus avós começaram e meus pais continuaram, eu não vou me separar mais, vou resistir pelos meus filhos, e vou procurar valorizar o que minha esposa tem de bom, e ela também resolveu fazer o mesmo comigo, e agora estamos bem, pois estamos tentando todos os dias ser melhor um para o outro.”.

Eu fiquei pensando sobre tudo isso que ouvi nesta reunião e pude perceber que separação é uma opção que é dada para os casais que não estão de acordo, em alguma coisa, mais é uma decisão que atinge a todos. Atinge ás mães que ficarão sozinhas com seus filhos, atinge os pais que pouco contato terá com seus filhos, e atinge ainda mais os filhos, que ficam divididos entre o amor do pai e o amor da mãe. São sofrimentos que deixam marcas profundas, que podem afetar a vida da pessoa até quando ficar adulta, como relatou este senhor.

Por este motivo bato na mesma tecla, a pessoa tem duas opções: Separar e passar por todas as fases do sofrimento, ou quebrar o ciclo, como fez este homem, decidir que o melhor é a família unida como sempre, vencendo os obstáculos.

Mais claro! Cada família, cada casal, tem problemas de diferentes tipos e situações, cada um deve pesar na balança o que será melhor, não só pra si, mais para toda família. Pense... Qual ciclo de sua vida, que não é positivo que precisa ser retirado?
O que fará sua vida e a vida de sua família mudar pra melhor? 

As vezes quando se quebra um ciclo vicioso, grandes coisas podem acontecer, sua vida poderá mudar... Faça como este senhor, analise os pontos positivos e pontos negativos, e tome a melhor decisão.

Um forte abraço!
Abiqueila Costa.


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